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precisava jogar esse texto fora em algum lugar, de uma vez por todas. Achei melhor aqui.
De repente, ela se encheu de perguntas. Quis saber quem era ele, porque e porque veio. E se os dois juntos, como seria?
Tudo era simples. Tão simples que quase não tinha explicação e os dois mesmo não a procuravam. Àquela altura, qualquer um diria “impossível!”, só que eles não eram a unanimidade. A unanimidade, nessa hora, não era burra. Ela só não sabia de nada e era melhor que não soubesse.
Eles eram eles e pronto. Tão simplesmente eles que parecia mentira. Mentira simples, que agora se ocupava de virar verdade. Não era mais verdade que se esquecera de acontecer, era a boa verdade pura e simples. Mas, por ser tão boa e simples, foi ficando complicada. Complicada de envolvente, complicada de irresistível, de dizer “não” e de dizer “tchau”.
Era tão cedo, mas dormir e acordar parecia natural. Por que não? Difícil mesmo era o adeus. Impossível era contar intermináveis segundos que se alongavam de propósito entre um encontro de lábios e outro.
A complicação foi tanta que os corpos já não sabiam mais ficar afastados. As mãos já não eram suficientes e os olhares se engoliam numa angústia alegre a cada instante que se encontravam. O que os dois viam era um mar de abraços e beijos numa cama que não parecia ter fim, num se enroscar para não soltar mais.
Quando depois de horas se soltavam, não queriam se largar. Cada um poderia, assim, falar de toda a vida até ali com os olhos brilhando e escutar de volta, sem a menor pressa de acabar. Confessavam repetidas vezes o quanto queriam ficar presos naquela eternidade de quatro paredes. Desejavam guardar todos os cheiros daquele lugar diante da iminência inevitável da separação. Queriam rir e sorrir de tudo. Queriam estar juntos.
E de repente ela se encheu de perguntas. Não tinha respostas, não sabia do amanhã. Ela queria, precisava, ter e saber. Ficou ansiosa, mas não lhe contou. Guardou pra si e esperou. Esperou porque no fundo sabia que não devia ter pressa.
As respostas estavam bem ali. Ali dentro do abraço dele, há alguns intermináveis segundos de distância.
Ela sentou e se perfumou. Pôs o sorriso bobo no rosto e esperou.

Love Never Fails.

nhac!