amor | amour | love | liebe | 愛 | αγά

'Cause you know... all we need is luv!

luvluvluv.me is a colectivo in which a bunch of webaholics deposit all the faces of any kind of luv: picture, video, music, quote, chronicle, story... everything!

By the way, we are looking for international contributors. If you fell into love and would luv to post here with us, submit here.

Now, we are also tweeting: @luvluvluvme
Ask me anything
Submit/Publique

Em 2010, o MoMA fez uma retrospectiva da obra de Marina Abramović. Por conta disso, ela partilhou um momento em silêncio com um estranho que se sentasse em sua frente.

-

Entre as décadas de 70 e 80, Marina viveu uma intensa história de amor com Ulay. Desde o fim, nunca mais se viram.

-

Ulay apareceu de surpresa e sentou-se à mesa com Marina.

Seis microtraduções do AMOR ou do AMOR da forma menos romântica e mais visualmente poética.

[ quando a gente acha que tudo já foi feito e criado sobre certos temas e máximas, vem alguém e surpreende mais uma vez! :) ]

"Mas antes" por Gregorio Duvivier para a Folha SP

Mas antes, eles tinham se beijado e pedido desculpas. Mas antes, eles tinham dito que seria uma noite linda

Ela saiu de casa batendo a porta. Mas antes, ele tinha mandado ela tomar no cu. Mas antes, ela tinha pedido que ele pelo menos limpasse a merda que fez. Mas antes, ele tinha derramado vinho no tapete. Mas antes, ela tinha duvidado de que ele derramaria o vinho todo no tapete. Mas antes, ele tinha dito que derramaria o vinho todo no tapete. Mas antes, ela tinha dito que a culpa não era dela de ele não ter um emprego. Mas antes, ele tinha dito que ela não precisava jogar na cara que ele não tinha dinheiro nem para comprar um tapete. Mas antes, ela tinha dito que a mãe dela merecia respeito, afinal de contas era ela quem tinha mobiliado o apartamento, do ventilador ao tapete. Mas antes, ele tinha dito que a mãe dela era uma vaca. Mas antes, a mãe dela tinha saído do apartamento batendo a porta. Mas antes, ele tinha pedido que a mãe dela saísse, de preferência sem bater a porta. Mas antes, a mãe dela tinha dito que ele estava mais gordo. Mas antes, ele tinha dito que a mãe dela estava mais velha. Mas antes, a mãe dela perguntou se ele tinha conseguido o emprego. Mas antes, ele disse que a mãe dela chegar de surpresa era só o que faltava. Mas antes, a mãe dela tinha chegado de surpresa. Mas antes, eles tinham se beijado e pedido desculpas e prometido que não iam brigar. Mas antes, ele perguntou por que é que nada que ele faz nunca está bom. Mas antes, ela tinha reclamado que ele não sabia nem abrir um vinho. Mas antes, ele tinha tentado abrir um vinho. Mas antes, ela tinha sugerido que ele abrisse o vinho. Mas antes, eles tinham se beijado. Mas antes, eles tinham deixado os filhos na casa da irmã dele. Mas antes, eles tinham dito que seria uma noite linda. Mas antes, eles tinham passado no supermercado e comprado o melhor vinho. Mas antes, ela tinha dito que tinha muito orgulho do marido que ele era. Mas antes, ele tinha chorado porque não era assim que ele se imaginava aos 35. Mas antes, ele tinha sido recusado na entrevista de emprego. Mas antes, ela tinha dito que confiava cegamente nele. Mas antes, ele tinha dito que era só uma entrevista de emprego, e que nada estava certo ainda. Mas antes, eles tinham combinado de comemorar as duas coisas, o aniversário e o emprego novo. Mas antes, eles tinham acordado e percebido que, naquela noite, eles iriam comemorar sete anos juntos. Mas antes, eles tinham sido felizes. Isso antes.

[ http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/121166-mas-antes.shtml ]

(…)
—E em qual esquina do mês passado você largou as cinco pedras que tinhas na mão contra o amor e a vida, mano?
—Quando me apaixonei pela última vez, recentemente… pena que terminou.
—AEEE! Não pelo término, mas pelo legado bom que deixou.
—Destravou um monte de coisas boas
—Foda!
—Desisti daquela armadura

Tem muralhas que, até mesmo contra ele próprio, só mesmo o Amor despedaça

Não se trata de deixar de amar, nem de amar menos, mas de amar outra coisa, e melhor: o mundo em vez de si, os vivos em vez dos mortos, o que sucedeu em vez do futuro que não comparece… É a única salvação; tudo o mais nos fecha na angústia ou no horror. Pois tudo é eterno, sem dúvida (aquele ser que já não existe, e tudo o que vivemos juntos: eternamente isso continuará verdadeiro); mas nada é definitivo senão a morte. Por isso cumpre amar em pura perda, sempre, e essa puríssima perda do amor é o próprio luto e a única vitória. Querer guardar já é perder (…)

Bom dia, Angústia - André Comte-Sponville.

"Recordação" - de Antonio Prata para a Folha [5/06/13]

"Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado", ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora para percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio, aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: "Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado".

Meu espanto, contudo, não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1º de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho, lá em Santos, e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o que, né? Se Deus quis assim…”.

Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo e consegui encaixar um “Sinto muito”. “Obrigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano, mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.”

"Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar." "E aí?!" "Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: ‘Entra’. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: ‘É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação’."

Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas 50 pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. “Olha a data aí no cantinho, embaixo.” “Primeiro de junho de 1988?” “Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo 25 anos, hoje. Ali do lado da banca, tá bom pra você?”

@antoniopratahttp://folha.com/no1289832

O Poder da Vulnerabilidade 

Fala no presente como se o passado ainda existisse nele. Alice é viúva mas José ainda mora naquela casa.
Estamos na geração do Amor-Miojo. Ficam prontos em três minutos, são devorados em cinco e dão uma azia por uma hora ou duas. E no dia seguinte se muda o sabor. Com amor, claro.

Gabriel Simas

This is the way you left me
I’m not pretending
No hope, no love, no glory
No happy ending

This is the way that we loved
Like it’s forever
Then live the rest of our lives
But not together

Hoje foi um daqueles dias difíceis, e por coincidência essa sua foto apareceu aqui na minhas coisas.. Já faz tanto tempo que você está aí do outro lado e as coisas mudaram tanto por aqui depois da sua viagem..

Tenho tanto pra te contar, tanta coisa que só você entenderia. É horrível essa sensação que o tempo errou ao te levar. Eu aqui no descompasso das horas e você aí bailando nas nuvens. Eu vim pra cá pra ser sua neta, você veio pra ser minha avó!

Sabe, hoje o dia foi cinza e a noite um breu, e às vezes confesso que fico a espera da tua visita. Sigo aqui, passando pelo tempo, vivendo tão plenamente, amando e desejando as coisas, girando o mundo pra que algum dia, em alguma estação que há de chegar, você esteja de braços abertos ao me reencontrar nesse trem da vida. ♥

Carta de uma neta [por Paula Tessarolo]

"Good things should last forever"

Mas talvez, você não entenda /
Essa coisa de fazer o mundo acreditar //
Que meu amor, não será passageiro /
Te amarei de janeiro a janeiro //
Até o mundo acabar

Nando Reis

More Information