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Posts tagged kiss

Luv at first “kiss”

The first kiss

fuckyeahhlove:

two years.

by nowhereathome

Love in the time of war. Goodbye kiss.


Soldier’s goodbye & Bobbie the cat, 1939-1945 / by Sam Hood

from The Commons/Flickr

"Be spontaneous. Happy. Emotional. Celebrate. Show apprectiation on who was always by your side. This could be about football or about love. In this case, it’s both." - do Pedro Américo [facebook]
kissez:

via jadore-fashion

A Jade [filha de 9 anos] no tel “–Pai, sonhei que eu beijei um sapo. Mas ele nem virou um príncipe” Quase que eu falei pra ela ir se acostumando…

My 9 year-old daughter on the phone: “–Dad, last night I dreamed that I kissed a frog. But it did not become a prince” - I almost told her to try to get used to it already…

(via kissez)

todaformadeamor:

shuffledkisses:
Close your eyes and I’ll kiss you, tomorrow I’ll miss you; remember that I’ll always be true.
And then while I’m away, I’ll write home everyday.And I’ll send all my loving to you <3

todaformadeamor:

shuffledkisses:

Close your eyes and I’ll kiss you, tomorrow I’ll miss you; remember that I’ll always be true.

And then while I’m away, I’ll write home everyday.
And I’ll send all my loving to you <3

O Primeiro Beijo - de Clarice Lispector

liviac:

Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:

- Sim, já beijei antes uma mulher.

- Quem era ela? perguntou com dor.

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.

E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.

Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava… o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.

Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.

E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida… Olhou a estátua nua.

Ele a havia beijado.

Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.

Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele…

Ele se tornara homem.

(Clarice Lispector)

It’s saturday and it’s time to take a flight to see my luv again… bye!

[thanks Ana Laura for the ‘pola’ visual effect]

insp:

Nan Goldin - Simon and Jessica Kissing in the Pool, Avignon, 2001
Writers on Their Most Memorable Warm-Weather Flings | New York Magazine
desde1973:
good night…

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good night…
bohemea:Sleepy Hollow, 1999

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